O projeto Justiça na Transição Energética nasce da necessidade de promover uma reflexão crítica sobre o modelo energético vigente e seus impactos sociais, ambientais e econômicos.
Embora a transição para fontes renováveis seja um imperativo climático, ela tem reproduzido desigualdades, especialmente nas regiões afetadas por grandes empreendimentos de geração energia, produção combustíveis e extração mineral.
O projeto busca fortalecer a articulação entre movimentos sociais, comunidades tradicionais, povos indígenas e organizações da sociedade civil (ONGs, sindicatos, institutos de pesquisa), ampliando a capacidade de incidência política e a construção de uma narrativa comum sobre o que significa uma transição energética justa no Brasil.
O projeto, realizado pelo Inesc e PoEMAS, fomenta a plataforma Observatório da Transição Energética realizado e produzido em parceria com a Repórter Brasil.
A urgência do aquecimento global coloca a transição para fontes renováveis como um compromisso internacional assumido por diversos países. Mas, no Brasil, essa transição não pode repetir as desigualdades produzidas pelo modelo energético atual. Hoje, vemos conflitos por terra e expulsão de comunidades, racismo ambiental e violação dos direitos de povos tradicionais, além da precarização do trabalho e da concentração de lucros nas mãos de grandes empresas, tudo isso sem participação efetiva das populações afetadas.
Para enfrentar a crise climática de forma justa, é preciso construir um novo modelo energético: popular, distribuído e democrático, que coloque as pessoas e os territórios no centro da transição.


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