O Inesc atua há mais de três décadas na agenda socioambiental, com foco na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento das desigualdades. Uma das principais frentes de incidência política internacional é a participação nas Conferências das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COPs), onde defendemos o financiamento climático público, justo e acessível, a transição energética justa e a garantia dos direitos, em especial dos povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais, mulheres e pessoas negras.
Como organização observadora credenciada junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o Inesc acompanha as negociações internacionais, articula-se com organizações da sociedade civil e produz análises para contribuir com políticas de enfrentamento à crise climática.
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A atuação do Instituto parte do entendimento de que os compromissos internacionais precisam se traduzir em políticas públicas nacionais, recursos financeiros e medidas concretas para a redução das desigualdades e a garantia de direitos.
O financiamento climático é uma das principais agendas de atuação do Inesc. O Instituto defende que os recursos destinados ao enfrentamento da crise climática devem ser:
Públicos: os governos devem assumir a responsabilidade pelo financiamento das políticas climáticas. No Brasil, isso exige ampliar a arrecadação por meio de medidas como o combate à evasão e elisão fiscal, a tributação dos super-ricos e redirecionar recursos públicos hoje destinados a atividades prejudiciais ao clima, especialmente os subsídios aos combustíveis fósseis e a agricultura industrial.
Justos: os países desenvolvidos, historicamente mais responsáveis pela crise climática, devem fornecer recursos novos e adicionais aos países em desenvolvimento para ações de mitigação e adaptação, sem ampliar o endividamento dessas nações.
Acessíveis: os mecanismos de financiamento devem ser simples, rápidos, transparentes e democráticos, garantindo que os recursos cheguem aos países, territórios e populações que mais precisam, com participação social.
O Inesc defende que a implementação do Acordo de Paris seja acompanhada de compromissos concretos de financiamento, com recursos suficientes para enfrentar a emergência climática sem aprofundar desigualdades.
Conheça os princípios e diretrizes do Inesc para o financiamento climático
Para o Inesc, enfrentar a crise climática exige mais do que substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis. A transição energética deve contribuir para a superação da pobreza energética, a redução das desigualdades sociais, raciais, étnicas e de gênero e a diversificação econômica, com respeito aos direitos das populações e dos territórios afetados.
Nesse sentido, o Instituto defende a revisão planejada dos subsídios aos combustíveis fósseis, a tributação adequada das rendas do petróleo e o redirecionamento de recursos públicos para atividades compatíveis com uma economia de baixo carbono, sem transferir os custos dessa transformação às populações vulnerabilizadas.
Acesse as análises sobre os subsídios às fontes de energia fóssil e renovável no Brasil.
Nas negociações internacionais, o Inesc também atua pela garantia dos direitos sociais e territoriais de povos indígenas, comunidades quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, com participação social e salvaguardas socioambientais nas políticas climáticas.
Para o Inesc, não há transição justa sem financiamento adequado, transparência no uso dos recursos públicos e garantia de direitos.
COP30 | Belém, Brasil — 2025
Na COP30, realizada em Belém, o Inesc acompanhou as negociações internacionais e fortaleceu sua incidência por um financiamento climático público, justo e acessível, pela transição energética justa e pela garantia de direitos dos povos e comunidades tradicionais.
Confira a atuação do Inesc na COP30
Financiamento climático: quem paga essa conta?
Na COP 31, o Inesc dá continuidade à sua atuação com foco nos compromissos de financiamento dos países desenvolvidos, nos desafios da transição ecológica e na revisão dos subsídios aos combustíveis fósseis.
O Instituto defende que a ampliação dos recursos para o enfrentamento da crise climática deve vir acompanhada de mecanismos que garantam justiça, transparência e acesso ao financiamento, sem aprofundar o endividamento dos países em desenvolvimento.
Também alerta para os riscos das falsas soluções climáticas, como os mecanismos de mercado de carbono, e reforça a necessidade de políticas públicas que promovam uma transição justa, com proteção socioambiental e respeito aos direitos das populações e dos territórios.
Confira as agendas confirmadas do Inesc na COP 31 até o momento:
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9/11 – 13h às 15h |
Evento do Mapa do Caminho de Desmatamento | Zona Azul |
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9/11 – 18h às 21h30 |
Global South Strategic Gathering – COP31 |
A confirmar |
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10/11 – 13h às 15h |
Evento do Mapa do Caminho de TAFF |
Zona Azul |
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10/11 – 13h15 às 14h45 |
Indigenous, Tribal, Local: The Concept of Communities in the Context of Article 6 |
Zona Azul |
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14/11 – 09h às 10h |
Transición Justa: trabajo decente, combate a la pobreza y acceso a energía a los pueblos del Sur Global |
Zona Azul |
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14/11- à tarde |
Marcha Global pelo Clima |
Cúpula dos Povos |
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16/11 – 11h30 às 13h00 |
From Santa Marta to GST2: Delivering the Transition Away from Fossil Fuels |
Zona Azul |
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17/11 – 11h15 às 12h15 |
Viabilizando uma eletrificação justa: soluções integradas para o futuro do setor elétrico na América Latina. |
Zona Azul |
| 18/11 – 15h30 às 17h30 |
Reparations: from historical debts to climate justice |
Cúpula dos Povos |
*Horário da Turquia
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