Desde 2021, o Inesc atua na promoção de uma educação antirracista e antissexista no Brasil, com o apoio do Fundo Malala, fortalecendo a participação de meninas e jovens na defesa do direito à educação e na incidência sobre políticas públicas.
A parceria teve início com a pesquisa inédita “A experiência do ensino durante a pandemia de Covid-19 no Brasil”, realizada em 2021, que ouviu jovens de 15 a 19 anos de todas as regiões do país sobre os impactos da pandemia na educação. No mesmo ano, o Inesc organizou a campanha “E Fora dos Stories? Como tá a Educação?”, mobilizando estudantes da rede pública para denunciar o desfinanciamento da educação e pressionar os poderes públicos pelo cumprimento da meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de investimento de 10% do PIB no ensino público.
Entre 2022 e 2023, o Inesc contribuiu para a sistematização e fortalecimento da Rede de Ativistas pela Educação do Fundo Malala, formada por lideranças que atuam em diferentes territórios para enfrentar as desigualdades educacionais, com foco em meninas negras, indígenas e quilombolas. Em 2023, durante a visita de Malala Yousafzai ao Brasil, a Rede apresentou um estudo com análise do cenário educacional brasileiro e recomendações a gestores públicos, entregue em reunião interministerial em Brasília.
Em 2024, mais de 25 meninas que participaram de processos formativo conduzido pelo Inesc ocuparam espaços do governo federal, em Brasília, para defender um novo PNE mais diverso, inclusivo e comprometido com uma educação antirracista, antissexista e anticapacitista.
Em 2025, continuamos a luta por um PNE antiracista e antisexista, dessa vez por meio da campanha Dandaras e Carolinas. Também desenvolvemos o projeto Malalas do Cerrado, que formou meninas do Distrito Federal em orçamento público e direitos humanos. A iniciativa resultou na criação de um grupo de jovens ativistas, na produção de um fanzine, na participação em audiências públicas e em ações de mobilização nas escolas, fortalecendo o protagonismo juvenil na luta por uma educação pública, democrática e transformadora.
Todas essas ações são resultado de uma metodologia que coloca as meninas no centro da incidência política, articulando formação em direitos, educação e educomunicação. Alcançamos algumas vitórias no caminho: a manutenção da meta de 10% do PIB para a educação na votação do PNE na Câmara dos Deputados, que ocorreu no final de 2025, e a inclusão do tema do antirracismo, anteriormente ausente do texto.
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