Maior sonegador do Brasil é diretor da Fiesp – entendeu agora quem paga o pato?

19/07/2016, às 11:25 | Tempo estimado de leitura: 3 min
O empresário Laodse de Abreu Duarte, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), deve incríveis R$ 6,9 bilhões em impostos.

A Fiesp promoveu em 2015 uma grande campanha de marketing contra o aumento de impostos, Não Vou Pagar o Pato, e com ela deu apoio decisivo ao afastamento da presidenta Dilma e à retirada de direitos promovida pelo presidente ilegítimo Michel Temer. O discurso moralista dos grandes empresários paulistas, pretensamente preocupados com o peso da carga tributária brasileira sobre os cidadãos é, no entanto, uma grande farsa. Primeiro porque essa carga tributária pesa muito mais sobre mulheres negras e pobres. E segundo porque os empresários brasileiros, além de não pagarem o justo, são campeões em sonegação fiscal.

Realmente, os empresários brasileiros não querem nem vão pagar o pato – isso porque a população brasileira já o faz há tempos. E reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta semana desmascarou de vez o discurso farsante da Fiesp, ao revelar que o empresário Laodse de Abreu Duarte, diretor da Fiesp, é o maior devedor da União, tendo sonegado quase R$ 7 bilhões em impostos ao governo federal. Duarte já foi condenado à prisão por crime contra a ordem tributária, mas recorreu e continua livre. Ele é um dos milhares de integrantes do cadastro da dívida ativa da União, que concentra débitos de difícil recuperação.

Além do diretor da Fiesp, dois de seus irmãos – Luiz Lian e Luce Cleo – também têm dívidas superiores a R$ 6,6 bilhões. Eles integram um grupo seleto de cerca de 13,5 mil pessoas que devem mais de R$ 15 milhões para o país e são responsáveis por mais de três quartos do total devido à União. Essa elite tem débitos que, somados, equivalem a R$ 812 bilhões. Segundo nossa assessora Grazielle David, desse total, R$ 272 bilhões fazem parte correspondem à dívida dos 135 maiores devedores do país – e boa parte disso já poderia estar de volta aos cofres públicos porque fazem parte de processos transitados em julgado.

Leia mais sobre o caso.

Categoria: Notícia
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